POESIA & INSIGHTS
"A poesia não é minha. É como o vento, que só passa através de mim." Chico Xavier

quarta-feira, 22 de abril de 2009

JAYA




Dobro meus joelhos com devoção. Pequenininha e gigante ao mesmo tempo.
Me animo, renasço quando elevo os braços e entrego pra ti minhas mãos.

Te amo porque está comigo, dentro de mim. Te amo porque você me escuta escondidinho, e me dá respostas devagarinho.

Te amo porque me sinto inteira, uma, e você me ensinou isso.

Nossos passos são dados juntinhos, mesmo ritmo. Você vai no meu flow, as vezes me desacelera, me alegra!

Quando estou tristinha, quase que diminuída, você aparece do nada, e me põe pra dormir. Provavelmente durante meu sono, consome minhas dúvidas, me livra de culpas, me dá colinho.

Se todos soubessem do teu jeitinho... E mesmo assim você está aqui e em todos os lugares, cuidando com carinho da minha comida, do meu sustento, do meu coração, construindo nesse momento sentimentos daquele amor que vai ser meu caminho, preparando o chão forte, firme do entendimento fora desse contexto, do mais que relativo e sublime e divino e completo e íntegro, e verdadeiro processo de estar junto.

Você me compreende: me aquieta me faz suspirar. Coloca a mão nos meus ombros, relaxa meus pensamentos, troca idéias comigo sem ao menos eu perceber que já converso contigo...

Como pode você transbordar através da poesia, sabendo que só assim te dou ouvidos? Usa meus dedos, atravessa minha alma, aparece escrito em todos os lugares que olho? Sinais.

Tira meu ego do caminho, não permita que algum dia eu levante maior que os outros, autêntica sim, sou de um jeito e o outro, de outro, mas que na minha diferença exista equanimidade.

Jaya, querido, jaya. Que sejamos sempre filha e pai, pai e filha. Te amo.

Jaya Krishna.

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